Feedback

A primeira vez que ouvi este termo foi no curso de Medicina e significava sistema de retro alimentação. Por exemplo, o mecanismo da fome funciona assim: uma pessoa fica um tempo sem comer, isto baixa o nível de glicemia no sangue, que é identificado pelo cérebro que então produz a sensação de fome, levando a pessoa a alimentar-se novamente. Hoje este termo foi importado pelo mundo corporativo e quase sempre usado como desculpa para criticar. “Vou te dar um feedback” quase sempre significa vou te dar uma bronca.

O feedback é importantíssimo, tão importante que precisa ser bem compreendido senão acaba sendo um desserviço aumentando os conflitos e comprometendo a ambiência. Quando somos criticados, com ou sem razão, um circuito mental atávico se manifesta: O da exclusão. Nos sentimos excluídos, não aceitos, até não amados, e é bem comum resistirmos ao conteúdo da crítica mesmo sendo ela pertinente. Então o que fazer, não dar feedback? Não creio que esta seja a melhor solução.

Estudos sobre o comportamento humano revelam que a técnica do sanduíche pode funcionar bem, isto é, “pão – recheio – pão”. Explico: faça um elogio sincero destacando uma qualidade da pessoa, depois educadamente coloque o que deve ser colocado, e termine reforçando algo de positivo que a pessoa tenha feito em relação ao assunto em pauta. A mente humana tem uma tendência natural de rejeitar uma crítica, mas também tende naturalmente a responder uma pergunta proposta. Portanto, na hora do recheio do coloque-o em forma de pergunta, como: “Será que não ficaria melhor se...” “O que você acha se...” E deixe que o interlocutor ache a resposta mais adequada, assim ele sentirá que é o autor da nova solução e com certeza mudará seu comportamento. E pode ter certeza, ainda te agradecerá pelas tuas dicas. Experimente!

Acredite, todos nós gostamos de ser bem tratados. De vez em quando é bom receber um afago no ego. Eu gosto! Você não?


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