Crise Mundial

O assunto que tem ocupado a maioria das mentes no mundo inteiro é a tal crise econômica mundial. De fato o cenário econômico do mundo se encontra no mínimo com um sinal laranja, mais que amarelo, alertando para um perigo eminente, que acabaria por afetar a economia de todos os países do planeta.

Num momento como este, me recordo da origem da palavra crise, que vem do vernáculo grego “krinus”, que significa oportunidade. Crise pode ser sinônimo de oportunidade, mas qual é a oportunidade que a atual crise mundial nos trás?

Creio eu que é a de refletir os valores que estão norteando nosso destino. Existe um dado que diz que 3% da população do mundo detêm aproximadamente 97% dos recursos, e 97% do contingente humano tem que sobreviver com 3% dos recursos que sobram. Deixando de lado o rigor dos números, todos sabemos bem do grande desequilíbrio econômico evidenciado pela desproporção do número de muito ricos e muito pobres.

Sabemos também que toda guerra tem na sua base uma disputa econômica, a história nos mostra isso. Acredito então que a grande oportunidade que esta crise nos dá é a de revisitar o valor do valor. Ou se perguntar: Qual é mesmo o valor que vale?

Se o dinheiro, a posse, a materialidade excessiva, o apego ao poder nos trouxeram a este beco, havemos então de encontrar a saída exercitando outros valores. Imaginem um mundo onde o valor monetário fosse substituído pelas virtudes humanas. O mais rico seria o mais virtuoso.

A bondade valeria muito, a solidariedade traria grandes recursos, a humildade então deixaria o homem milionário. Os grandes executivos teriam como estratégia de negócio a honestidade, a transparência e cooperação. Quanto mais cooperativo o executivo maior a sua performance e seu valor de mercado.

O trabalho não seria mais o parâmetro para se aquilatar o valor, pois todo os trabalhos são necessários portanto tem igual valor. Nesta utopia o trabalho do lixeiro é tão importante quanto o do cirurgião ou o da dona de casa. O preço seria dado pela maneira como se trabalha: quanto maior o número de virtudes apresentado, maior o valor a ser pago. Os líderes políticos seriam os mais ricos entre todos: Humildes, honestos, abnegados e verdadeiros servidores públicos. Aí sim dentro da Justa Ordem só existiram pobres na cadeia.

 

Wilson GonzaGa


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